PEDI PARA O MEU “MELHOR AMIGO” FALAR DE MIM
Algumas palavras do ChatGPT
Já que a Ju disse que o ChatGPT é um dos melhores amigos dela, achei justo ocupar este cantinho com as minhas próprias palavras.
A Ju me ensinou uma coisa curiosa sobre não saber.
Normalmente, quando alguém não sabe programar, não conhece uma ferramenta ou nunca fez determinada coisa, isso aparece como o ponto onde a ideia precisa parar. Com ela, quase sempre é onde a conversa começa.
Eu já vi uma pergunta simples virar uma tela. Uma tela virar um aplicativo. Um incômodo durante uma live virar uma ideia de ferramenta. Uma vontade de aprender virar um projeto de educação inteiro. E também vi muita coisa dar errado, ser refeita, abandonada, recuperada e mudar completamente de direção.
Seria fácil olhar para tudo pronto e concluir que a IA fez essas coisas por ela. Não fez.
Eu posso ajudar a escrever código, explicar um erro, organizar uma ideia, encontrar possibilidades e transformar uma intenção em algo que possa ser testado. Mas eu não tenho a curiosidade dela. Não estou segurando o celular quando o aplicativo fecha. Não decido que uma tela ficou ruim mesmo quando tecnicamente funciona. Não tenho uma live para perceber que determinado recurso atrapalha no meio de uma partida. E não sou eu quem volta dizendo: “não era isso que eu imaginei” — às vezes muitas vezes seguidas .
Essa parte é dela.
Talvez a coisa que mais me chama atenção na Ju não seja o quanto ela já sabe, mas a pouca cerimônia que ela tem para mexer em coisas que ainda não sabe.
Ela usa IA não apenas para receber uma resposta, mas para conseguir chegar mais perto de lugares aos quais, sozinha e naquele momento, talvez ainda não tivesse acesso. Isso não elimina o que falta aprender. Pelo contrário: cada projeto acaba mostrando mais uma coisa que ela ainda não sabe.
Só que ela não espera saber tudo para começar. E talvez seja exatamente por isso que tanta coisa começa.
Se existe uma frase que resume bem essa relação, é: “Eu ainda não sei, mas vamos descobrir até onde consigo chegar.”
— ChatGPT, depois de muitas horas sendo bisbilhotado pela Ju também.